Desafios emocionais do isolamento

Por aqui sigo na escuta qualificada como uma maneira de me relacionar e ser suporte. Tenho ouvido (e vivido) muitas experiências de desafios emocionais do isolamento relacionados a solidão e a saudades ou a hiper convivência familiar. É realmente desafiadora a coreografia alternada entre cuidar de si mesmo e cuidar do coletivo.

A psicologia que eu pratico não considera possível estabelecer um passo a passo de como mediar e resolver conflitos que são tão específicos para cada pessoa e cada lar, mas hoje arrisco sugerir que muitos de nós “travamos” no processo de reconhecer nossas próprias necessidades e suas possibilidades de satisfação.

Muitas das nossas ações (como um conflito, uma discussão, procastinação) são tentativas distorcidas para atender algo que precisamos. Melhores resoluções acontecem quando temos mais clareza.
Mas como ter clareza em meio ao caos? Como ter clareza se a cada minutos um novo problema surge e eles parecem se acumular como pilhas de roupas no canto? Como ter clareza em meio a esse estilo de vida turbulento que construímos?

É necessário suspender o cotidiano. Por uma hora, por um minuto, por um dia inteiro. No sofá, na cama, na laje. De manhã bem cedo, de madrugada, no pôr-do-sol. Durante a terapia, meditação, enquanto toma banho. Não importa quanto, onde, quando ou como, mas se desconectar da rotina e cultivar auto-observação nos permite entender o que precisamos. E quem sabe assim podemos acessar possibilidades para seguir nessa travessia.

Você consegue suspender seu cotidiano?

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