Saúde mental e redes sociais
Ando pensando e repensando meu jeito de lidar com consumir e produzir conteúdo profissional, os limites da privacidade, o uso excessivo e os impactos dele na minha vida e esse é certamente um dilema.
Dilema também foi o termo escolhido para o título de um documentário da Netflix que discute exatamente esse tema a partir do ponto de vista de pessoas que trabalharam na engenharia desses aplicativos. Eu assisti e o que mais me chamou a atenção foi a declaração dos desenvolvedores de que eles se perceberam viciados nos apps que eles mesmo conheciam profundamente o funcionamento.
É exatamente assim que me sinto: eu SEI que não preciso atender a nenhum padrão estético, mas me SINTO desconfortável em aparecer nos stories sem filtro; eu SEI que ler é um dos meus hobbies favoritos desde que aprendi, mas me SINTO perdida nos conteúdos por horas a fio e abandono as leituras por semanas.
Essa sensação de perda de controle facilmente me leva a considerar o polo oposto: excluir meus perfis e aplicativos e retomar o controle (eu já fiz essa dança incontáveis vezes desde a época do Orkut rs). Mas dessa vez eu me lembrei do papel das redes sociais nesse ano maluco de 2020. Vi muitos empreendedores amigos e amigos empreendedores sobrevivendo a esse período também com o suporte das redes. Fiz muitos amigos (alguns platônicos, outros com quem até converso) que me ensinam e inspiram sobre muitos temas. O que quero dizer é que nem tudo aqui precisa ser destruído.
Também quero dizer que é psicologicamente tentador querer pensar uma solução simples e rápida para algo que na verdade está pedindo por transformação.
